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32 Anos Confiando em Deus

Não Basta ser Pai... I Crônicas 28

  • 10/08/2019
  • Administrador

NÃO BASTA SER PAI... (I Crônicas 28)

Uma entrevista com adolescentes revelou que um adolescente médio de uma igreja evangélica passa menos do que dois minutos por dia em conversa significativa com seu pai, e apenas um pouco mais de quatro minutos por dia em conversa significativa com sua mãe. Todavia um em cada quatro adolescentes entrevistados afirmou que jamais tivera qualquer conversa significativa com seu pai.
Por que os pais não têm tempo para os filhos? Por que os pais são tão impacientes com eles? Por que são tão grosseiros com eles? Por que tratam tão bem outras pessoas, mas eles não?
No livro intitulado, “A Diferença que o Pai faz”, McDowell cita Armand Nicholi, revelando que um pai emocional ou fisicamente ausente contribui para:
1)    Baixa motivação para o desempenho da criança;
2)    Incapacidade de adiar a gratificação imediata para obter recompensas posteriores;
3)    Auto-estima debilitada;
4)    Suscetibilidade à influência do grupo e à delinqüência juvenil.
É verdade que o relacionamento que a criança tem com o pai pode fazer toda a diferença na auto-estima, na consideração por outros e no senso de propósito da criança.

Quando Deus é levado a sério há segurança tanto para o indivíduo como para a família e a sociedade.

Como que um pai pode fazer diferença significativa na vida de seus filhos?


I. ENSINE-LHES O VALOR DO TRABALHO (vv. 11) .
A Bíblia ensina que: “O trabalho diário traz prosperidade; a especulação apressada acaba trazendo pobreza” (Provérbios. 21:5).
Essa é uma virtude esquecida. Não é mais enfatizada, como se tivesse deixado de ser uma virtude para se transformar em defeito. O trabalho duro parece pertencer à era de nossos antepassados. Os nossos jovens estão se acostumando às facilidades, mesadas gordas, jeitinhos, ócio e preguiça. Os “espertos” são os que enriquecem facilmente.
O “sucesso” no mundo está em ser chefe, ou em ganhar sem trabalhar, através de mercado financeiro, aplicações, bolsa de Valores, e muito mais.
Por isso precisamos ensiná-los, desde cedo a trabalhar com diligência, a terem alvos elevados e a persegui-los com tenacidade. De fato, precisamos ensiná-los a serem diferentes! Eles, como nós, precisam aprender a plantar primeiro, para depois ter os frutos. 

Diz-se de David Livingstone (1813-1873), o grande missionário inglês, que trabalhou desde os 10 anos de idade numa fábrica de algodão, das 6 das manhã às 8 da noite. Em seu tempo “livre” estudou latim, podendo ler obras completas antes dos 16 anos. Aos 27 anos estava formado em Medicina e Teologia.

Talvez você precise verificar o que tem ensinado aos filhos quanto ao “trabalho” como virtude. Aliste maneiras práticas pelas quais pode incutir neles a virtude cristã do trabalho.

II. ENSINE-LHES O VALOR QUE HÁ EM SERVIR AO SENHOR (v. 9)
Uma boa reputação tem valor inestimável diante de Deus. Uma boa reputação diante de Deus permite à pessoa andar olhando os outros nos olhos, sem precisar ter vergonha ou culpa.
A filosofia humanista que permeia nossa cultura diz que “se lhe dá prazer, faça”. Os fins justificam os meios. Toda a verdade é relativa. Então, para satisfação pessoal, deixa-se de lado a honestidade, a ética, e acaba-se trocando o bom nome (reputação, honra) por realizações temporárias. São poucos, hoje, os “homens de palavra”, cuja integridade impede de passarem por cima da palavra empenhada. Mente-se, rouba-se, dissimula-se e depois se justifica com racionalismos errados.
Davi se volta para o filho e assegura-lhe para se receber as bênçãos de Deus, ele precisa:
1.    Conhecer ao Senhor. Seguir as ordens do Senhor
2.    Servi-Lo com coração puro e mente bem disposta.

Lemos na Bíblia que Timóteo tinha boa reputação tanto em Listra, sua cidade, como também em Icônio, e que também por isto, Paulo quis levá-lo consigo em sua segunda viagem (At. 16:1-3).

III. ENSINE-LHES O VALOR DE SE GUARDAR OS MANDAMENTOS DO SENHOR (v. 8).
Os valores éticos e morais da Igreja cristã são considerados, nos dias atuais, como ultrapassados e retrógrados. Prefere-se o “amor livre”, falácia de algo que está muito longe de ser Amor: se é amor, não pode ser livre; se é livre, então não é amor. A experiência conta mais que a moral. Virgindade é símbolo de fracasso pessoal.
O mundo em que nossos filhos vivem é sensual e mentiroso, pois promete o que não pode cumprir. Como ajudar nossos filhos a não correrem atrás de “troféus”, e nossas filhas a não cederem aos que só querem explorá-las?
Nossos filhos precisam ser conduzidos ao trilho da pureza. Para isso precisam ser retirados das avenidas da promiscuidade oferecidas por novelas imundas, pela pornografia degradante, pela sexualização da mídia e dos relacionamentos. E se há alguém que deve ajudá-los, SÃO OS SEUS PAIS! Essa tarefa não pode ser prioritariamente da Igreja ou da Escola. Isso eles aprendem, de fato, em casa.

Você já se deu conta do verdadeiro caráter da crise que enfrentamos? A verdadeira crise que enfrentamos é de caráter moral. Valores estão sendo deturpados, prioridades invertidas, a moral está em baixa. E o resultado tem sido a crescente desagregação, primeiro do indivíduo, depois da família e, finalmente, da sociedade como um todo. Quando Deus é levado a sério há segurança tanto para o indivíduo como para a família e a sociedade.

CONCLUSÃO
A nossa cultura não apóia e nunca apoiará as convicções bíblicas. Portanto, os filhos precisam de pais e líderes cristãos dispostos a modelar e cultivar um estilo de vida bíblico. A alternativa divina de ensinar aos filhos é simples, mas também é demorada e difícil. Mas FUNCIONA! O que isso tudo significa para você como PAI?

Seja diferente. Dê aos seus filhos mais de você mesmo. Edifique-os na Palavra de Deus, ensinando-lhes as verdadeiras virtudes. Esse investimento irá trazer a você, pai ou mãe, um retorno eterno de satisfação e alegria. Como fazer isso?

1. Leia bons livros que tratem de vida familiar. Eis algumas sugestões: Uma boa livraria evangélica você encontrará muitas sugestões. Livros vídeos histórias. Consulte seus líderes.
2. Comece a trabalhar DESDE JÁ para incutir nos seus filhos as virtudes e marcas que você deseja. Nunca é tarde para começar. Algumas sugestões sobre como você pode iniciar:
        #    Culto Doméstico;
        #    Tempo a sós com os filhos;
        #    Passeios de família;
        #    Fazer coisas que os filhos gostam.
3. Converse com sua esposa/seu marido e busquem estabelecer juntos uma estratégia de progresso para sua família.
    Embora o quadro seja sombrio, temos razões para sermos otimistas. Afinal de contas, O NOSSO DEUS REINA!
 

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